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Polícia e Gaeco prendem no interior de SP advogados suspeitos de fraudes judiciais e financeirason maio 6, 2026 at 11:21 am
São Joaquim da Barra e Região

Polícia e Gaeco prendem no interior de SP advogados suspeitos de fraudes judiciais e financeirason maio 6, 2026 at 11:21 am

- maio 6, 2026

A Polícia Civil e o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público (MP), prenderam nesta quarta-feira (6) quatro advogados suspeitos de fraudes judiciais e financeiras.
Ao todo, foram cumpridos seis mandados de prisão preventiva e 20 mandados de busca e apreensão nas cidades de Ribeirão Preto (SP) e Igarapava (SP).
As prisões ocorreram no âmbito da segunda fase da Operação Têmis. A primeira fase aconteceu em 2018, quando as investigações constataram golpes que causaram prejuízo de R$ 100 milhões a instituições bancárias.
Clique aqui para seguir o canal do g1 Ribeirão e Franca no WhatsApp
Os alvos dos mandados de prisão nesta quarta-feira são:
Klaus Philipp Lodoli
Rafael de Jesus Moreira
Carlos Renato Lira Buosi
Daiane Cristina Rosa
Carine Costa e Silva Araújo
Donizete Gomes da Silva
Dentre eles, Klaus, Rafael, Carlos e Carine são advogados, sendo que Klaus já havia sido na primeira fase da operação, mas estava em liberdade. O g1 tenta contato com as defesas dos investigados e com a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).
Vídeos em alta no g1
Segundo o Ministério Público, os alvos da operação são considerados essenciais à estrutura da organização criminosa. Os mandados foram cumpridos em residências, empresas e escritórios de advocacia dos suspeitos.
Além disso, a Justiça também determinou a suspensão do exercício da advocacia dos profissionais investigados, a suspensão das atividades de pessoas jurídicas utilizadas para os crimes e o bloqueio de bens e valores, com o objetivo de assegurar a reparação de danos e impedir novas fraudes.
Série de fraudes
As novas investigações revelaram indícios de um esquema para a captação ilegal de pessoas, especialmente aquelas em situação de vulnerabilidade, e uso indevido dos dados pessoais dessas vítimas para o ajuizamento de ações judiciais, muitas vezes sem que elas soubessem da prática.
Ainda de acordo com as apurações, o grupo se utilizava de empresas de fachada e para promover demandas judiciais fraudulentas.
O esquema também levou à distribuição de milhares de ações judiciais em diversas comarcas do país, complementou o MP.
Os investigados devem responder por organização criminosa, estelionato, falsidade ideológica, fraude processual, lavagem de dinheiro e violação de sigilo de dados.
1ª fase da Operação Têmis
Deflagrada em janeiro de 2018, em Ribeirão Preto, a primeira fase da Operação Têmis identificou fraudes judiciais que causaram prejuízo de R$ 100 milhões a instituições bancárias. Dez pessoas foram acusadas de envolvimento no esquema, entre elas quatro advogados.
Segundo o MP, os envolvidos conseguiam ilegalmente dados de clientes de bancos e entravam com ações judiciais exigindo supostas diferenças de expurgos inflacionários decorrentes dos planos Collor, Verão e Bresser, sem que essas pessoas soubessem.
Com a relação de correntistas em mãos, assim como os números das contas bancárias e os respectivos valores depositados na década de 1990, os investigados saíam à procura de homônimos residentes na região de Ribeirão para usá-los nas fraudes.
As vítimas assinavam procurações em meio a outros documentos, sem nenhum conhecimento. Inadimplente, a maioria dessas pessoas era abordada pelos advogados ou por intermediários deles, com a promessa de conseguirem quitar as dívidas.
O advogado Klaus Philipp Lodoli, preso na Operação Têmis em Ribeirão Preto
Reprodução/EPTV
Veja mais notícias da região no g1 Ribeirão Preto e Franca
VÍDEOS: Tudo sobre Ribeirão Preto, Franca e regiãoA Polícia Civil e o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público (MP), prenderam nesta quarta-feira (6) quatro advogados suspeitos de fraudes judiciais e financeiras.
Ao todo, foram cumpridos seis mandados de prisão preventiva e 20 mandados de busca e apreensão nas cidades de Ribeirão Preto (SP) e Igarapava (SP).
As prisões ocorreram no âmbito da segunda fase da Operação Têmis. A primeira fase aconteceu em 2018, quando as investigações constataram golpes que causaram prejuízo de R$ 100 milhões a instituições bancárias.
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Dentre eles, Klaus, Rafael, Carlos e Carine são advogados, sendo que Klaus já havia sido na primeira fase da operação, mas estava em liberdade. O g1 tenta contato com as defesas dos investigados e com a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).
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Segundo o Ministério Público, os alvos da operação são considerados essenciais à estrutura da organização criminosa. Os mandados foram cumpridos em residências, empresas e escritórios de advocacia dos suspeitos.
Além disso, a Justiça também determinou a suspensão do exercício da advocacia dos profissionais investigados, a suspensão das atividades de pessoas jurídicas utilizadas para os crimes e o bloqueio de bens e valores, com o objetivo de assegurar a reparação de danos e impedir novas fraudes.
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Ainda de acordo com as apurações, o grupo se utilizava de empresas de fachada e para promover demandas judiciais fraudulentas.
O esquema também levou à distribuição de milhares de ações judiciais em diversas comarcas do país, complementou o MP.
Os investigados devem responder por organização criminosa, estelionato, falsidade ideológica, fraude processual, lavagem de dinheiro e violação de sigilo de dados.
1ª fase da Operação Têmis
Deflagrada em janeiro de 2018, em Ribeirão Preto, a primeira fase da Operação Têmis identificou fraudes judiciais que causaram prejuízo de R$ 100 milhões a instituições bancárias. Dez pessoas foram acusadas de envolvimento no esquema, entre elas quatro advogados.
Segundo o MP, os envolvidos conseguiam ilegalmente dados de clientes de bancos e entravam com ações judiciais exigindo supostas diferenças de expurgos inflacionários decorrentes dos planos Collor, Verão e Bresser, sem que essas pessoas soubessem.
Com a relação de correntistas em mãos, assim como os números das contas bancárias e os respectivos valores depositados na década de 1990, os investigados saíam à procura de homônimos residentes na região de Ribeirão para usá-los nas fraudes.
As vítimas assinavam procurações em meio a outros documentos, sem nenhum conhecimento. Inadimplente, a maioria dessas pessoas era abordada pelos advogados ou por intermediários deles, com a promessa de conseguirem quitar as dívidas.
O advogado Klaus Philipp Lodoli, preso na Operação Têmis em Ribeirão Preto
Reprodução/EPTV
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