
Médico é afastado por suspeita de tocar seios de paciente de 18 anos para medir temperatura em Franca, SPon março 19, 2026 at 9:45 pm
- março 19, 2026 UPA Jardim Aeroporto, Franca (SP)
Lindomar Cailton/EPTV
Um médico de 67 anos que atuava em uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) em Franca (SP) foi afastado das funções após uma paciente de 18 anos denunciar que tinha sido abusada por ele durante a consulta. Segundo a vítima, ele tocou os seios dela para medir a temperatura, dizendo que ela estava com febre.
O caso aconteceu na tarde de quarta-feira (18), na UPA Jardim Aeroporto. A Secretaria de Saúde informou que suspendeu o profissional no mesmo dia.
Ele chegou a ser preso, mas foi liberado nesta quinta-feira (19), após passar por audiência de custódia. O g1 não conseguiu localizar a defesa do médico até a última atualização desta reportagem.
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Em nota, a Secretaria de Saúde disse que instaurou um processo administrativo para apuração rigorosa dos fatos e ressaltou que vai adotar todas as medidas cabíveis.
Veja os vídeos que estão em alta no g1
Um boletim de ocorrência foi registrado na Delegacia de Defesa da Mulher por importunação sexual mediante fraude.
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Segundo a delegada Juliana Paiva, responsável pelo caso, o médico utilizou da profissão para levar a vítima ao erro e aproveitou da situação.
“Ela estava com uma infecção de garganta e procurou a UPA Jardim Aeroporto. Chegando lá, passou pela triagem e foi encaminhada para o médico, que é o autor dos fatos. Na triagem não tinha mostrado temperatura elevada, ele [o médico] decidiu aferir de um modo um pouco estranho, colocando as mãos entre os seios da vítima e, segundo a vítima, levantou a blusa e as mãos foram entre [a blusa e] o sutiã da vítima”.
Ainda segundo a delegada, a paciente ficou assustada, saiu da sala e ligou para a mãe. A mulher foi até o local e também acabou sofrendo importunação por parte do mesmo médico.
“A genitora entrou já questionando quem seria o responsável pela UPA, que ela precisava fazer uma reclamação. Segundo o relato dessa genitora e também da vítima, o médico, não sabendo o que estava acontecendo, saiu de onde estava e ainda se referiu à mãe [da paciente] com a expressão ‘e aí, morena?’ Esse é o relato da genitora e da vítima. A partir desse momento, a genitora entrou em vias de fato por conta da revolta com o médico e foi chamada a Polícia Militar”.
Em depoimento na tarde de quarta-feira, o médico não negou ter tocado os seios da vítima e, segundo a delegada, gaguejou ao ser questionado do porquê.
“Ele assume que colocou a mão entre os seios. Questionado o porquê de estar aferindo a temperatura deste modo e se ainda é usual, ainda que ele não tivesse termômetro à disposição, se é usual medir a temperatura sob o seio da vítima, ele gaguejou, não soube explicar. Perguntei se a UPA não tem termômetro e ele simplesmente respondeu ‘não pedi outro termômetro porque a vítima já havia passado por triagem e na triagem não havia dado alteração de temperatura'”.
A delegada disse também que investiga se outras pacientes também foram vítimas do médico. Nesta quinta-feira, uma mulher procurou a polícia para relatar uma situação parecida que aconteceu em 2019, que também será apurado.
“Esta vítima de 2019 relatou que foi examinada por uma dor nas pernas e ele teria passado as mãos em suas pernas de maneira desconfortável, dirigindo o olhar para os seus seios, rindo de uma maneira inadequada e ainda com alguns assuntos estranhos ‘é a primeira vez que eu te atendo?’ Uma situação que, a priori, não está muito clara se houve importunação sexual. Mas o comportamento inadequado do autor já foi constatado de cara pela versão da vítima”.
Juliana Paiva, delegada da Delegacia de Defesa da Mulher de Franca, SP
Lindomar Cailton/EPTV
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VÍDEOS: Tudo sobre Ribeirão Preto, Franca e regiãoUPA Jardim Aeroporto, Franca (SP)
Lindomar Cailton/EPTV
Um médico de 67 anos que atuava em uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) em Franca (SP) foi afastado das funções após uma paciente de 18 anos denunciar que tinha sido abusada por ele durante a consulta. Segundo a vítima, ele tocou os seios dela para medir a temperatura, dizendo que ela estava com febre.
O caso aconteceu na tarde de quarta-feira (18), na UPA Jardim Aeroporto. A Secretaria de Saúde informou que suspendeu o profissional no mesmo dia.
Ele chegou a ser preso, mas foi liberado nesta quinta-feira (19), após passar por audiência de custódia. O g1 não conseguiu localizar a defesa do médico até a última atualização desta reportagem.
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Em nota, a Secretaria de Saúde disse que instaurou um processo administrativo para apuração rigorosa dos fatos e ressaltou que vai adotar todas as medidas cabíveis.
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Segundo a delegada Juliana Paiva, responsável pelo caso, o médico utilizou da profissão para levar a vítima ao erro e aproveitou da situação.
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Ainda segundo a delegada, a paciente ficou assustada, saiu da sala e ligou para a mãe. A mulher foi até o local e também acabou sofrendo importunação por parte do mesmo médico.
“A genitora entrou já questionando quem seria o responsável pela UPA, que ela precisava fazer uma reclamação. Segundo o relato dessa genitora e também da vítima, o médico, não sabendo o que estava acontecendo, saiu de onde estava e ainda se referiu à mãe [da paciente] com a expressão ‘e aí, morena?’ Esse é o relato da genitora e da vítima. A partir desse momento, a genitora entrou em vias de fato por conta da revolta com o médico e foi chamada a Polícia Militar”.
Em depoimento na tarde de quarta-feira, o médico não negou ter tocado os seios da vítima e, segundo a delegada, gaguejou ao ser questionado do porquê.
“Ele assume que colocou a mão entre os seios. Questionado o porquê de estar aferindo a temperatura deste modo e se ainda é usual, ainda que ele não tivesse termômetro à disposição, se é usual medir a temperatura sob o seio da vítima, ele gaguejou, não soube explicar. Perguntei se a UPA não tem termômetro e ele simplesmente respondeu ‘não pedi outro termômetro porque a vítima já havia passado por triagem e na triagem não havia dado alteração de temperatura'”.
A delegada disse também que investiga se outras pacientes também foram vítimas do médico. Nesta quinta-feira, uma mulher procurou a polícia para relatar uma situação parecida que aconteceu em 2019, que também será apurado.
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Juliana Paiva, delegada da Delegacia de Defesa da Mulher de Franca, SP
Lindomar Cailton/EPTV
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