
Eletricista é preso suspeito de instalar ‘gato’ em medidores de energia em Franca, SPon julho 15, 2026 at 4:27 pm
- julho 15, 2026 Eletricista é preso por furto de energia em Franca, SP
Um eletricista de 38 anos foi preso em flagrante nesta quarta-feira (15) suspeito de instalar equipamentos em medidores de energia para fraudar o consumo em empresas e casas de Franca (SP), no esquema conhecido como “gato”.
Segundo a Polícia Civil, a prisão aconteceu durante o cumprimento de um mandado de busca e apreensão na casa do investigado. No imóvel, os policiais encontraram materiais que, de acordo com a investigação, eram usados nas fraudes.
As investigações começaram depois que a Companhia Paulista de Força e Luz (CPFL) identificou uma queda brusca no consumo de uma empresa no Distrito Industrial. O estabelecimento pagava cerca de R$ 20 mil por mês de energia, mas a conta caiu para aproximadamente R$ 2 mil após a instalação de jumpers no medidor, segundo a polícia.
Os jumpers são equipamentos usadas para desviar a corrente elétrica do soquete do medidor, eganando a medição real do consumo.
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Homem é preso por furto de energia elétrica em Franca, SP
Reprodução/EPTV
A defesa do suspeito não foi localizada até a última atualização desta reportagem.
Como a polícia chegou ao suspeito
De acordo com a Polícia Civil, a CPFL fiscalizou a empresa depois de identificar a redução no consumo. Durante a apuração, o proprietário do estabelecimento informou quem teria feito a instalação do equipamento.
A partir dessa informação, os policiais passaram a investigar o eletricista. Segundo o delegado Eduardo Lopes Bonfim, do Setor de Investigações Gerais (SIG) de Franca, o suspeito já era acompanhado pela polícia.
“Esse rapaz já estava sendo mais ou menos monitorado, mas cada vez que a gente fazia operação ele recolhia, procurava não fazer esse tipo de serviço, até mesmo com medo de ser pego”, afirmou.
Ainda segundo o delegado, os investigadores também passaram a analisar o consumo de energia da casa do suspeito.
“Foi pedido um mandado de busca. Depois do levantamento do local onde ele morava, a conta de energia elétrica também não batia com o tamanho da residência”, disse Bonfim.
Como funcionava a fraude
Segundo a investigação, o suspeito instalava jumpers nos medidores de energia. De forma simplificada, esses dispositivos interferiam na medição e faziam com que parte do consumo não fosse registrada corretamente.
Com isso, o valor cobrado na conta de luz ficava abaixo do consumo real. Segundo a Polícia Civil, havia um padrão nas fraudes, o que ajudou os investigadores a identificar o suspeito.
A polícia afirma que o eletricista cobrava entre R$ 2 mil e R$ 10 mil por instalação. O serviço era feito em comércios, indústrias e residências, de acordo com a investigação.
Próximos passos da investigação
O delegado afirmou que a Polícia Civil deve pedir autorização à Justiça para quebrar o sigilo bancário do suspeito. O objetivo é identificar quem fez pagamentos a ele e descobrir outros possíveis locais onde a fraude pode ter sido instalada.
“Outra coisa que vai ser feita dentro do inquérito é o levantamento para ver o quanto ele estava ganhando por mês, de onde estava vindo esse dinheiro. Tudo isso vai ser feito dentro do inquérito, com um pedido ao juiz para haver uma quebra da conta bancária dele”, afirmou Bonfim.
Segundo a polícia, novas diligências devem ser feitas com base no cruzamento de informações bancárias, dados de consumo e fiscalizações da CPFL.
Em nota, a CPFL informou que fraudar o fornecimento de energia elétrica é crime e orientou a população a denunciar casos suspeitos nos canais da empresa ou à polícia. As denúncias também podem ser feitas pelos telefones 190 e 181.
Polícia de Franca, SP, prende homem por suspeita de furto de energia
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Um eletricista de 38 anos foi preso em flagrante nesta quarta-feira (15) suspeito de instalar equipamentos em medidores de energia para fraudar o consumo em empresas e casas de Franca (SP), no esquema conhecido como “gato”.
Segundo a Polícia Civil, a prisão aconteceu durante o cumprimento de um mandado de busca e apreensão na casa do investigado. No imóvel, os policiais encontraram materiais que, de acordo com a investigação, eram usados nas fraudes.
As investigações começaram depois que a Companhia Paulista de Força e Luz (CPFL) identificou uma queda brusca no consumo de uma empresa no Distrito Industrial. O estabelecimento pagava cerca de R$ 20 mil por mês de energia, mas a conta caiu para aproximadamente R$ 2 mil após a instalação de jumpers no medidor, segundo a polícia.
Os jumpers são equipamentos usadas para desviar a corrente elétrica do soquete do medidor, eganando a medição real do consumo.
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Homem é preso por furto de energia elétrica em Franca, SP
Reprodução/EPTV
A defesa do suspeito não foi localizada até a última atualização desta reportagem.
Como a polícia chegou ao suspeito
De acordo com a Polícia Civil, a CPFL fiscalizou a empresa depois de identificar a redução no consumo. Durante a apuração, o proprietário do estabelecimento informou quem teria feito a instalação do equipamento.
A partir dessa informação, os policiais passaram a investigar o eletricista. Segundo o delegado Eduardo Lopes Bonfim, do Setor de Investigações Gerais (SIG) de Franca, o suspeito já era acompanhado pela polícia.
“Esse rapaz já estava sendo mais ou menos monitorado, mas cada vez que a gente fazia operação ele recolhia, procurava não fazer esse tipo de serviço, até mesmo com medo de ser pego”, afirmou.
Ainda segundo o delegado, os investigadores também passaram a analisar o consumo de energia da casa do suspeito.
“Foi pedido um mandado de busca. Depois do levantamento do local onde ele morava, a conta de energia elétrica também não batia com o tamanho da residência”, disse Bonfim.
Como funcionava a fraude
Segundo a investigação, o suspeito instalava jumpers nos medidores de energia. De forma simplificada, esses dispositivos interferiam na medição e faziam com que parte do consumo não fosse registrada corretamente.
Com isso, o valor cobrado na conta de luz ficava abaixo do consumo real. Segundo a Polícia Civil, havia um padrão nas fraudes, o que ajudou os investigadores a identificar o suspeito.
A polícia afirma que o eletricista cobrava entre R$ 2 mil e R$ 10 mil por instalação. O serviço era feito em comércios, indústrias e residências, de acordo com a investigação.
Próximos passos da investigação
O delegado afirmou que a Polícia Civil deve pedir autorização à Justiça para quebrar o sigilo bancário do suspeito. O objetivo é identificar quem fez pagamentos a ele e descobrir outros possíveis locais onde a fraude pode ter sido instalada.
“Outra coisa que vai ser feita dentro do inquérito é o levantamento para ver o quanto ele estava ganhando por mês, de onde estava vindo esse dinheiro. Tudo isso vai ser feito dentro do inquérito, com um pedido ao juiz para haver uma quebra da conta bancária dele”, afirmou Bonfim.
Segundo a polícia, novas diligências devem ser feitas com base no cruzamento de informações bancárias, dados de consumo e fiscalizações da CPFL.
Em nota, a CPFL informou que fraudar o fornecimento de energia elétrica é crime e orientou a população a denunciar casos suspeitos nos canais da empresa ou à polícia. As denúncias também podem ser feitas pelos telefones 190 e 181.
Polícia de Franca, SP, prende homem por suspeita de furto de energia
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