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Aldo Rebelo sugere ‘emendão’ para destravar obras e faz crítica ao STF: ‘O Brasil é um país interditado’on abril 29, 2026 at 7:06 pm
São Joaquim da Barra e Região

Aldo Rebelo sugere ‘emendão’ para destravar obras e faz crítica ao STF: ‘O Brasil é um país interditado’on abril 29, 2026 at 7:06 pm

- abril 29, 2026

Aldo Rebelo (DC), pré-candidato a presidente, na Agrishow 2026
Fabio Marchiselli/CBN Ribeirão
O pré-candidato a presidente Aldo Rebelo (DC) criticou nesta quarta-feira (29) a capacidade que instituições como o Supremo Tribunal Federal (STF) têm de bloquear obras no país e sugeriu uma mudança nas leiu, chamada por ele de “emendão”, para destravar projetos, caso assuma o Executivo.
“O Brasil não é um país pobre, o Brasil é um país interditado, interditado institucionalmente. (…) O problema é que esse investimento torna-se inviável porque o Brasil está bloqueado, bloqueado pelas corporações, bloqueado pelo Supremo Tribunal Federal, que pode parar uma ferrovia há 6 anos e não acontece nada, licenciamento de investimentos que não acontece”, disse Rebelo.
O político esteve em Ribeirão Preto (SP) para visitar a Agrishow, maior feira de tecnologia agrícola do país que acontece até sexta-feira (1º), por onde também passaram outros nomes cotados para a disputa das eleições 2026 ao longo da semana.
Siga o canal g1 Ribeirão e Franca no WhatsApp
‘Tirar do Supremo esse poder de parar o país’
O ex-parlamentar e ex-ministro, que foi relator do Código Florestal aprovado em 2012, há anos critica as instituições e as normas brasileiras por atrapalhar atividades ligadas a agricultura e infraestrutura.
“O diagnóstico de que o Brasil é um país interditado e não um país pobre já traz a solução que é desinterditar o país, tirar o Supremo do caminho da interdição do Brasil, o Ministério Público, o Ibama, a FUNAI, o ICMBio, o juizado de primeiro grau, qualquer um pode parar uma obra no Brasil. Qualquer um pode bloquear o investimento do Brasil.”
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Como exemplo, ele cita a paralisação das obras da Ferrogão (EF-170), ferrovia para escoamento de produção agrícola entre Sinop, no Mato Grosso, e o porto de Miritituba, no Pará, por falta de análises de licenciamento. Recentemente, o Tribunal de Contas da União suspendeu a análise da concessão a pedido do Ministério Público Federal.
Rebelo defende, caso seja eleito, uma série de mudanças legais, inclusive na Constituição, para evitar que diferentes instituições interfiram em um mesmo projeto.
“A minha ideia é no primeiro dia apresentar um emendão. O que é o emendão? Todas as normas, todos os artigos da Constituição que bloqueiam o país têm que ser modificados ou revogados. Tirar do Supremo esse poder de parar o país. Constituir uma autoridade única de licenciamento. Não vai ser mais o Ibama, Funai, o Ministério Público, o órgão A, B ou C que vai tratar de licenciamento. É uma autoridade única.”
Aldo Rebelo (DC), pré-candidato a presidente, na Agrishow 2026
Fabio Marchiselli/CBN Ribeirão
Segundo ele, essa é a única maneira de um presidente da República conseguir governar e de ter uma democracia que não seja de fachada, nas palavras dele.
“Ou você faz isso, ou você vai ter um presidente da república ornamental. Quem vai governar o país de fato, vão ser essas corporações.”
Palco político no interior de SP
Rebelo foi um dos políticos que, nesta semana, visitaram a Agrishow, considerada a maior feira de tecnologia agrícola do país. Pela representatividade no agro, o evento se tornou uma parada quase obrigatória para aqueles que buscam uma maior proximidade com o setor na corrida eleitoral de 2026.
Antes dele, também passaram pelo evento o vice-presidente da República Geraldo Alckmin (PSB), que anunciou uma linha de crédito de R$ 10 bilhões para a compra de equipamentos agrícolas no domingo (26).
Na segunda-feira (27), foi a vez de Tarcísio de Freitas (Republicanos) e Flávio Bolsonaro (PL) visitarem a feira e fazerem críticas ao governo federal, principalmente às políticas voltadas para o setor agropecuário.
Na terça-feira (28) foi a vez de Romeu Zema (Novo-MG), que reiterou críticas ao STF e rebateu declarações do ministro Gilmar Mendes, que ironizou o sotaque mineiro dele.
Também nesta quarta-feira, o evento recebeu Ronaldo Caiado (PSD), que questionou a proximidade de outros políticos com o segmento agro apenas em épocas de eleição.
AGRISHOW 2026 – QUARTA-FEIRA (29) – RIBEIRÃO PRETO (SP) – Visitantes lotam as ruas do Parque Tecnológico
Érico Andrade/g1
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Fabio Marchiselli/CBN Ribeirão
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“O Brasil não é um país pobre, o Brasil é um país interditado, interditado institucionalmente. (…) O problema é que esse investimento torna-se inviável porque o Brasil está bloqueado, bloqueado pelas corporações, bloqueado pelo Supremo Tribunal Federal, que pode parar uma ferrovia há 6 anos e não acontece nada, licenciamento de investimentos que não acontece”, disse Rebelo.
O político esteve em Ribeirão Preto (SP) para visitar a Agrishow, maior feira de tecnologia agrícola do país que acontece até sexta-feira (1º), por onde também passaram outros nomes cotados para a disputa das eleições 2026 ao longo da semana.
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