
Mãe não sabia da morte de menina torturada pela companheira do avô, diz políciaon fevereiro 23, 2026 at 4:57 pm
- fevereiro 23, 2026 Corpo de menina torturada e morta ainda está no IML de Ribeirão Preto
A mãe a avó materna de Sophia Emanuelly de Souza, de 3 anos, morta na terça-feira (17), não tinham conhecimento de que a menina era torturada e sofria maus-tratos. O avô da criança, José dos Santos, de 42 anos, e a companheira dele, Karen Tamires Marques, de 33, estão presos preventivamente por suspeita de envolvimento no crime. Eles são investigados por homicídio triplamente qualificado.
À EPTV, afiliada da TV Globo, a delegada Michela Ragazzi disse que as duas, que moram em Itapetininga (SP), estiveram em Ribeirão Preto (SP) para reconhecimento e liberação do corpo, que estava no Instituto Médico Legal (IML) desde a semana passada.
“Nós conseguimos na sexta-feira este contato. A família não tinha conhecimento que a criança tinha falecido, foi um choque e uma tristeza muito grande. São pessoas humildes que precisaram da intervenção do poder público municipal de Itapetininga para trazê-las até aqui e hoje [segunda-feira] o corpo foi reconhecido e liberado”.
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Segundo a delegada, a mãe e a avó materna estiveram na delegacia e foram ouvidas. O corpo de Sophia será encaminhado para Itapetininga, onde deve ser velado e enterrado.
A polícia ainda deve ouvir vizinhos do apartamento onde o avô vivia com a neta e a companheira dele, no Parque São Sebastião, zona Leste de Ribeirão Preto. O local também vai ser periciado e o inquérito deve ser concluído até o fim da semana.
“Nós trabalhamos com a oitiva de testemunhas, de moradores do local onde os fatos aconteceram. Trabalhamos com vestígios do delito, estamos na fase da perícia do imóvel. Trabalhamos também com a juntada de diversos documentos e relatórios do Conselho Tutelar de Itapetininga. Queremos entender até que ponto a invisibilidade da Sophia gerou o falecimento dela”.
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Procurado pela EPTV, o advogado de defesa de José afirmou que ele é inocente e que vai recorrer da decisão da Justiça de mantê-lo preso preventivamente. Ele tinha a guarda da neta desde 2024.
Ao g1, a Defensoria Pública, que representa Karen, disse que, como de praxe, não se manifesta publicamente acerca de processos criminais em andamento.
Criança chegou morta à UPA
Sophia foi levada pelo avô para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da Avenida Treze de Maio na noite de terça-feira (17). A criança foi atendida pelo pediatra que estava de plantão, que disse que ela já chegou morta e acionou a polícia.
Aos médicos, José chegou a dizer que a neta estava passando mal e vomitou durante o trajeto até a UPA, versão contestada pelo delegado seccional Sebastião Vicente Picinato.
“Ele faltou com a verdade em dizer que a criança havia vomitado, ou seja, quis criar uma situação para espiar a culpa, mas, na verdade, reforça mais a ideia de que ele é coautor”.
José e Karen foram presos em flagrante na quarta-feira (18). No mesmo dia, eles passaram por audiência de custódia, onde a prisão preventiva foi decretada.
José dos Santos e Karen Tamires Marques são suspeitos de envolvimento na morte da neta dele, de 3 anos, em Ribeirão Preto, SP
Redes sociais
Karen confessou que não gostava da menina e que a esganou porque ela não queria comer, o que reforça a suspeita de que ela tenha causado a morte. Já o avô é suspeito de ser coautor do crime, por permitir que essa situação ocorresse.
A Polícia Civil avalia se eles responderão por tortura e homicídio ou por tortura que teve como resultado a morte, conduta prevista na Lei dos Crimes Hediondos.
“Uma violência contra uma criança, independentemente do resultado de morte, é uma agressão que viola todos os direitos humanos, é uma agressão à sociedade. É uma coisa que entristece muito, revela um lado muito ruim do ser humano”, diz o delegado.
O laudo do IML emitido nesta sexta-feira (20) apontou que Sophia morreu por asfixia mecânica por estrangulamento.
Segundo o documento, a menina era vítima de maus-tratos com frequência, porque tinha hematomas de diferentes colorações, o que indica que foi agredida em diversos momentos ao longo dos últimos anos.
Veja mais notícias da região no g1 Ribeirão Preto e Franca
VÍDEOS: Tudo sobre Ribeirão Preto, Franca e regiãoCorpo de menina torturada e morta ainda está no IML de Ribeirão Preto
A mãe a avó materna de Sophia Emanuelly de Souza, de 3 anos, morta na terça-feira (17), não tinham conhecimento de que a menina era torturada e sofria maus-tratos. O avô da criança, José dos Santos, de 42 anos, e a companheira dele, Karen Tamires Marques, de 33, estão presos preventivamente por suspeita de envolvimento no crime. Eles são investigados por homicídio triplamente qualificado.
À EPTV, afiliada da TV Globo, a delegada Michela Ragazzi disse que as duas, que moram em Itapetininga (SP), estiveram em Ribeirão Preto (SP) para reconhecimento e liberação do corpo, que estava no Instituto Médico Legal (IML) desde a semana passada.
“Nós conseguimos na sexta-feira este contato. A família não tinha conhecimento que a criança tinha falecido, foi um choque e uma tristeza muito grande. São pessoas humildes que precisaram da intervenção do poder público municipal de Itapetininga para trazê-las até aqui e hoje [segunda-feira] o corpo foi reconhecido e liberado”.
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Segundo a delegada, a mãe e a avó materna estiveram na delegacia e foram ouvidas. O corpo de Sophia será encaminhado para Itapetininga, onde deve ser velado e enterrado.
A polícia ainda deve ouvir vizinhos do apartamento onde o avô vivia com a neta e a companheira dele, no Parque São Sebastião, zona Leste de Ribeirão Preto. O local também vai ser periciado e o inquérito deve ser concluído até o fim da semana.
“Nós trabalhamos com a oitiva de testemunhas, de moradores do local onde os fatos aconteceram. Trabalhamos com vestígios do delito, estamos na fase da perícia do imóvel. Trabalhamos também com a juntada de diversos documentos e relatórios do Conselho Tutelar de Itapetininga. Queremos entender até que ponto a invisibilidade da Sophia gerou o falecimento dela”.
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Aos médicos, José chegou a dizer que a neta estava passando mal e vomitou durante o trajeto até a UPA, versão contestada pelo delegado seccional Sebastião Vicente Picinato.
“Ele faltou com a verdade em dizer que a criança havia vomitado, ou seja, quis criar uma situação para espiar a culpa, mas, na verdade, reforça mais a ideia de que ele é coautor”.
José e Karen foram presos em flagrante na quarta-feira (18). No mesmo dia, eles passaram por audiência de custódia, onde a prisão preventiva foi decretada.
José dos Santos e Karen Tamires Marques são suspeitos de envolvimento na morte da neta dele, de 3 anos, em Ribeirão Preto, SP
Redes sociais
Karen confessou que não gostava da menina e que a esganou porque ela não queria comer, o que reforça a suspeita de que ela tenha causado a morte. Já o avô é suspeito de ser coautor do crime, por permitir que essa situação ocorresse.
A Polícia Civil avalia se eles responderão por tortura e homicídio ou por tortura que teve como resultado a morte, conduta prevista na Lei dos Crimes Hediondos.
“Uma violência contra uma criança, independentemente do resultado de morte, é uma agressão que viola todos os direitos humanos, é uma agressão à sociedade. É uma coisa que entristece muito, revela um lado muito ruim do ser humano”, diz o delegado.
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