
Em 6 meses, crimes rurais mobilizam 300 ocorrências e 12 inquéritos de grupo especializado da polícia no interior de SPon novembro 25, 2025 at 10:06 pm
- novembro 25, 2025 Polícias e Sindicato Rural debatem segurança pública em Morro Agudo
Em seis meses, o Grupo de Investigação em Área Rural (Giar), da Secretaria de Segurança Pública de São Paulo, registrou 300 ocorrências e instaurou ao menos 12 inquéritos por crimes patrimoniais contra produtores nas oito seccionais que fazem parte do Departamento de Polícia Judiciária de São Paulo Interior (Deinter-3).
Os números, referentes a uma área que abrange Ribeirão Preto (SP), Franca (SP), Barretos (SP), Bebedouro (SP) e Sertãozinho (SP), foram divulgados nesta terça-feira (25) por Jorge Amaro Cury Neto, diretor do Deinter 3, durante o Fórum de Segurança no Campo, realizado em Morro Agudo (SP) pela EPTV, afiliada da TV Globo, e pelo Sindicato Rural do município.
Segundo ele, o avanço dos registros, por meio de um canal especializado na Polícia Civil, não só aumentou a comunicação com a população rural, como acelerou as investigações não só com relação aos assaltos e furtos, mas também sobre a destinação dada a insumos e maquinário levados das propriedades.
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“Com o registro personalizado, há uma conversa melhor, uma troca de informações, e isso resultou já em oito prisões, só desses casos. Nós temos mais de 12 inquéritos em andamento. Então isso melhora muito. Outra preocupação que é importante é com relação à receptação. Quem furta ou rouba um trator tem um destino certo. Também é importante o agricultor trazer isso e inibir esse tipo de conduta, ajudando a gente na investigação”, afirmou.
Campo de girassol às margens da rodovia que liga Viradouro, SP, a Morro Agudo, SP
Reprodução/EPTV
Implantado primeiro em Botucatu (SP) e Itatinga (SP), o Giar foi expandido para outras regiões do estado em maio, a partir de uma portaria publicada durante a Agrishow, maior feira de tecnologia agrícola do país, realizada em Ribeirão Preto.
Pela iniciativa, os agentes são responsáveis pela investigação, em cooperação com outros órgãos de segurança, mantendo diálogo com empresas, cooperativas, produtores e trabalhadores rurais.
“São pessoas que se especializaram nos crimes praticados contra o ambiente rural, contra as pessoas que vivem no ambiente rural, vivem, trabalham, no ambiente rural. Qual é a vantagem disso? A especialização leva o investigador, o delegado que chefia essas investigações, a conhecer com mais detalhe e também a entender melhor a dinâmica na região inteira”, afirma Cássio Araújo de Freitas, chefe de Gabinete da Secretaria de Segurança Pública.
Essa é uma das iniciativas recentemente anunciadas pelo estado para tentar frear o aumento da violência no campo. Em outra frente de atuação, o governo aposta no “Muralha Paulista”, que integra os próprios sistemas de monitoramento das propriedades com as centrais de polícia para garantir não só um enfrentamento mais rápido, como um trabalho mais assertivo nas investigações.
Jorge Amaro Cury Neto, diretor do Deinter 3, durante fórum sobre segurança no campo em Morro Agudo (SP).
Reprodução/EPTV
Articulação e monitoramento constantes
O Deinter 3 engloba uma região do estado com forte vocação para a agricultura e com municípios conhecidos pelas grandes áreas rurais. Em Morro Agudo (SP) por exemplo, com uma das maiores extensões do estado, os produtores rurais ainda têm como desafio o tamanho do território a ser monitorado e a falta de sinal de telefonia móvel em algumas áreas, o que dificulta o acionamento rápido das forças de segurança.
Segundo o presidente do Sindicato Rural do município, Roberto Carmanhan de Figueiredo, esse tipo de limitação aos poucos tem sido solucionado pela articulação dos próprios produtores, que se comunicam mais e conseguem chegar mais rápido à polícia.
“A partir dessa dificuldade que a gente via nesse modelo de chamar o atendimento, nós formatamos os grupos de vizinhanças solidárias, em que os proprietários estão em um grupo de WhatsApp. Assim que é relatado pelo funcionário alguma instabilidade na propriedade, eles mandam uma notificação, e ali naquele grupo a gente tem alguns produtores que têm acesso direto com a polícia militar ou estão em área, e sim se faz o acionamento terceirizado desse 190.”
Além disso, o investimento em sistemas de segurança próprios, como cercas elétricas e câmeras, passou a ser uma orientação constante.
“Antigamente tinha esse costume de deixar a propriedade aberta, com cercas baixas, hoje não. A gente pede ‘passa um alambrado, cerca elétrica, alarme nos barracões, alarme nas casas, rede de monitoramento com câmeras’. Hoje tem empresas que monitoram algumas propriedades em tempo integral. (…) Esse trabalho todo tem dado bastante resultado. É isso que a gente fala. O produtor tem que também investir, não é só esperar que o estado faça”, diz.
Grupo de Investigações em Área Rural (GIAR), da Polícia Civil.
Polícia Civil/Divulgação
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VÍDEOS: Tudo sobre Ribeirão Preto, Franca e regiãoPolícias e Sindicato Rural debatem segurança pública em Morro Agudo
Em seis meses, o Grupo de Investigação em Área Rural (Giar), da Secretaria de Segurança Pública de São Paulo, registrou 300 ocorrências e instaurou ao menos 12 inquéritos por crimes patrimoniais contra produtores nas oito seccionais que fazem parte do Departamento de Polícia Judiciária de São Paulo Interior (Deinter-3).
Os números, referentes a uma área que abrange Ribeirão Preto (SP), Franca (SP), Barretos (SP), Bebedouro (SP) e Sertãozinho (SP), foram divulgados nesta terça-feira (25) por Jorge Amaro Cury Neto, diretor do Deinter 3, durante o Fórum de Segurança no Campo, realizado em Morro Agudo (SP) pela EPTV, afiliada da TV Globo, e pelo Sindicato Rural do município.
Segundo ele, o avanço dos registros, por meio de um canal especializado na Polícia Civil, não só aumentou a comunicação com a população rural, como acelerou as investigações não só com relação aos assaltos e furtos, mas também sobre a destinação dada a insumos e maquinário levados das propriedades.
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“Com o registro personalizado, há uma conversa melhor, uma troca de informações, e isso resultou já em oito prisões, só desses casos. Nós temos mais de 12 inquéritos em andamento. Então isso melhora muito. Outra preocupação que é importante é com relação à receptação. Quem furta ou rouba um trator tem um destino certo. Também é importante o agricultor trazer isso e inibir esse tipo de conduta, ajudando a gente na investigação”, afirmou.
Campo de girassol às margens da rodovia que liga Viradouro, SP, a Morro Agudo, SP
Reprodução/EPTV
Implantado primeiro em Botucatu (SP) e Itatinga (SP), o Giar foi expandido para outras regiões do estado em maio, a partir de uma portaria publicada durante a Agrishow, maior feira de tecnologia agrícola do país, realizada em Ribeirão Preto.
Pela iniciativa, os agentes são responsáveis pela investigação, em cooperação com outros órgãos de segurança, mantendo diálogo com empresas, cooperativas, produtores e trabalhadores rurais.
“São pessoas que se especializaram nos crimes praticados contra o ambiente rural, contra as pessoas que vivem no ambiente rural, vivem, trabalham, no ambiente rural. Qual é a vantagem disso? A especialização leva o investigador, o delegado que chefia essas investigações, a conhecer com mais detalhe e também a entender melhor a dinâmica na região inteira”, afirma Cássio Araújo de Freitas, chefe de Gabinete da Secretaria de Segurança Pública.
Essa é uma das iniciativas recentemente anunciadas pelo estado para tentar frear o aumento da violência no campo. Em outra frente de atuação, o governo aposta no “Muralha Paulista”, que integra os próprios sistemas de monitoramento das propriedades com as centrais de polícia para garantir não só um enfrentamento mais rápido, como um trabalho mais assertivo nas investigações.
Jorge Amaro Cury Neto, diretor do Deinter 3, durante fórum sobre segurança no campo em Morro Agudo (SP).
Reprodução/EPTV
Articulação e monitoramento constantes
O Deinter 3 engloba uma região do estado com forte vocação para a agricultura e com municípios conhecidos pelas grandes áreas rurais. Em Morro Agudo (SP) por exemplo, com uma das maiores extensões do estado, os produtores rurais ainda têm como desafio o tamanho do território a ser monitorado e a falta de sinal de telefonia móvel em algumas áreas, o que dificulta o acionamento rápido das forças de segurança.
Segundo o presidente do Sindicato Rural do município, Roberto Carmanhan de Figueiredo, esse tipo de limitação aos poucos tem sido solucionado pela articulação dos próprios produtores, que se comunicam mais e conseguem chegar mais rápido à polícia.
“A partir dessa dificuldade que a gente via nesse modelo de chamar o atendimento, nós formatamos os grupos de vizinhanças solidárias, em que os proprietários estão em um grupo de WhatsApp. Assim que é relatado pelo funcionário alguma instabilidade na propriedade, eles mandam uma notificação, e ali naquele grupo a gente tem alguns produtores que têm acesso direto com a polícia militar ou estão em área, e sim se faz o acionamento terceirizado desse 190.”
Além disso, o investimento em sistemas de segurança próprios, como cercas elétricas e câmeras, passou a ser uma orientação constante.
“Antigamente tinha esse costume de deixar a propriedade aberta, com cercas baixas, hoje não. A gente pede ‘passa um alambrado, cerca elétrica, alarme nos barracões, alarme nas casas, rede de monitoramento com câmeras’. Hoje tem empresas que monitoram algumas propriedades em tempo integral. (…) Esse trabalho todo tem dado bastante resultado. É isso que a gente fala. O produtor tem que também investir, não é só esperar que o estado faça”, diz.
Grupo de Investigações em Área Rural (GIAR), da Polícia Civil.
Polícia Civil/Divulgação
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