
Quem é o pecuarista suspeito de matar companheira 38 anos mais nova em SPon outubro 28, 2026 at 8:11 pm
- outubro 28, 2026 Suspeito de matar mulher já foi preso e condenado por descumprir medida protetiva de ex
O pecuarista João Roberto Bolelli, de 62 anos, suspeito de matar a tiros a companheira Priscila Lacerda Custodio, de 24 anos, em Rifaina (SP), é proprietário de uma vaca que alcançou uma marca de quase 150 litros de leite em um único dia e já participou de dezenas de torneios leiteiros. Ele também tem condenações anteriores e registros judiciais relacionados a violência doméstica.
Natural de Rifaina, Bolelli é pecuarista. Em 2023, ele deu entrevista à EPTV sobre a vaca Poesia, da raça holandesa, que alcançou uma marca anunciada como recorde mundial de produção de leite durante uma competição agropecuária.
Na ocasião, o pecuarista afirmou que já havia conquistado 76 torneios, mas nunca tinha alcançado uma produção semelhante.
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Além da atuação na pecuária, Bolelli tem um histórico judicial que inclui prisão preventiva por descumprimento de medida protetiva, em junho de 2018, e uma condenação pelo mesmo crime em outro episódio. A decisão foi confirmada pelo TJ-SP em 2022.
João Roberto Bolelli, de 62 anos, é suspeito de matar a tiros Priscila Lacerda Custodio em Rifaina, SP
Reprodução/EPTV
O pecuarista é investigado pela morte de Priscila, baleada na noite de terça-feira (27), às margens da Rodovia Cândido Portinari (SP-334), em Rifaina. Segundo o boletim de ocorrência, ele fugiu após o disparo e desde então não foi localizado. O caso foi registrado pela Polícia Civil como feminicídio.
Ao g1, a defesa de João disse que analisa o caso e ainda não teve contato com ele. Até a última atualização desta reportagem, não havia informação sobre mandado de prisão contra Bolelli.
Prisão por descumprimento de medida protetiva
O histórico judicial de Bolelli inclui procedimentos relacionados a ameaças, violência doméstica e descumprimento de medidas protetivas.
Priscila Lacerda Custodio foi morta a tiro pelo companheiro, João Roberto Bolelli, segundo o boletim de ocorrência
Arquivo pessoal
Em fevereiro de 2018, a Justiça concedeu medidas de proteção a uma ex-companheira com quem o pecuarista havia mantido um relacionamento de cinco anos.
A decisão o proibia de se aproximar da mulher e de manter contato com ela.
Em junho daquele ano, a Justiça decretou a prisão preventiva de Bolelli em um procedimento relacionado ao descumprimento da medida protetiva.
Ele foi preso em 21 de junho e encaminhado à Penitenciária de Franca. A prisão preventiva foi revogada cinco dias depois, e o pecuarista foi solto em 27 de junho.
Em setembro de 2018, a ex-companheira voltou a procurar a Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Franca.
Priscila Lacerda Custodio foi morta a tiro pelo companheiro, João Roberto Bolelli
Arquivo pessoal
Ela relatou que Bolelli continuava fazendo ligações telefônicas e a seguindo de carro, apesar da determinação judicial.
Segundo a investigação, o pecuarista também apareceu em uma casa onde a mulher estava.
O Ministério Público apresentou denúncia por descumprimento de medida protetiva.
Durante o processo, Bolelli negou as acusações. Ele afirmou que a ex-companheira também telefonava para ele e que havia procurado uma amiga dela para tentar reatar o relacionamento.
A Justiça não acolheu a versão apresentada pela defesa.
Em dezembro de 2021, o juiz Orlando Brossi Júnior, da 3ª Vara Criminal de Franca, condenou Bolelli a três meses e 15 dias de detenção, em regime aberto.
A defesa recorreu, mas a 9ª Câmara de Direito Criminal do TJ-SP manteve a condenação por unanimidade, em abril de 2022. A decisão se tornou definitiva em maio daquele ano.
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Suspeito de matar mulher 38 anos mais nova em SP já foi preso e condenado por descumprir medida protetiva de ex-companheira
Pecuarista mata companheira 38 anos mais nova em Rifaina, SP
Outros processos por ameaças e violência
A sentença de 2021 também menciona uma condenação anterior relacionada a ameaça e vias de fato, em um processo envolvendo acontecimentos de dezembro de 2017.
Segundo a certidão judicial, Bolelli foi condenado em outubro de 2020 a 15 dias de prisão simples pela contravenção de vias de fato, com suspensão condicional da pena.
A condenação foi confirmada pelo TJ-SP em janeiro de 2021.
A documentação também registra outros procedimentos relacionados a ameaças e violência doméstica, incluindo uma ação penal de 2018 encerrada com extinção da punibilidade e um procedimento de 2014 arquivado sem condenação.
Nem todos os registros resultaram em condenação.
Natural de Perdizes (MG), Priscila foi socorrida, mas não resistiu aos ferimentos
Arquivo pessoal
Suspeito de matar companheira 38 anos mais nova
Priscila Lacerda Custodio, natural de Perdizes (MG), mantinha um relacionamento com Bolelli havia quase quatro meses, segundo o boletim de ocorrência.
Na terça-feira (27), a jovem foi a Rifaina para devolver uma caminhonete do pecuarista.
O irmão e uma amiga acompanharam Priscila porque, segundo relataram à Polícia Civil, ela estava apreensiva e havia contado que sofreu agressões e ameaças feitas pelo suspeito dias antes.
Em depoimento, a amiga afirmou que Priscila relatou ter sido agredida na sexta-feira (23), quatro dias antes do crime. A testemunha também disse que viu lesões apresentadas pela jovem.
Segundo o boletim de ocorrência, Priscila encontrou Bolelli próximo a uma propriedade rural, às margens da Rodovia Cândido Portinari.
Caminhonete que Priscila foi a Rifaina devolver ao suspeito. Segundo o boletim, Bolelli fugiu no veículo após o crime
Câmera de segurança
O irmão da vítima contou à polícia que a jovem disse que queria ir embora e não desejava continuar o relacionamento.
Ainda segundo as testemunhas, houve uma discussão envolvendo aparelhos celulares. Durante o desentendimento, Bolelli sacou uma arma e atirou contra Priscila.
O irmão afirmou que o pecuarista também apontou a arma na direção dele antes de fugir.
A jovem foi socorrida e levada ao hospital de Rifaina, mas não resistiu ao ferimento.
Leia mais notícias da região no g1 Ribeirão e Franca
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Natural de Rifaina, Bolelli é pecuarista. Em 2023, ele deu entrevista à EPTV sobre a vaca Poesia, da raça holandesa, que alcançou uma marca anunciada como recorde mundial de produção de leite durante uma competição agropecuária.
Na ocasião, o pecuarista afirmou que já havia conquistado 76 torneios, mas nunca tinha alcançado uma produção semelhante.
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Além da atuação na pecuária, Bolelli tem um histórico judicial que inclui prisão preventiva por descumprimento de medida protetiva, em junho de 2018, e uma condenação pelo mesmo crime em outro episódio. A decisão foi confirmada pelo TJ-SP em 2022.
João Roberto Bolelli, de 62 anos, é suspeito de matar a tiros Priscila Lacerda Custodio em Rifaina, SP
Reprodução/EPTV
O pecuarista é investigado pela morte de Priscila, baleada na noite de terça-feira (27), às margens da Rodovia Cândido Portinari (SP-334), em Rifaina. Segundo o boletim de ocorrência, ele fugiu após o disparo e desde então não foi localizado. O caso foi registrado pela Polícia Civil como feminicídio.
Ao g1, a defesa de João disse que analisa o caso e ainda não teve contato com ele. Até a última atualização desta reportagem, não havia informação sobre mandado de prisão contra Bolelli.
Prisão por descumprimento de medida protetiva
O histórico judicial de Bolelli inclui procedimentos relacionados a ameaças, violência doméstica e descumprimento de medidas protetivas.
Priscila Lacerda Custodio foi morta a tiro pelo companheiro, João Roberto Bolelli, segundo o boletim de ocorrência
Arquivo pessoal
Em fevereiro de 2018, a Justiça concedeu medidas de proteção a uma ex-companheira com quem o pecuarista havia mantido um relacionamento de cinco anos.
A decisão o proibia de se aproximar da mulher e de manter contato com ela.
Em junho daquele ano, a Justiça decretou a prisão preventiva de Bolelli em um procedimento relacionado ao descumprimento da medida protetiva.
Ele foi preso em 21 de junho e encaminhado à Penitenciária de Franca. A prisão preventiva foi revogada cinco dias depois, e o pecuarista foi solto em 27 de junho.
Em setembro de 2018, a ex-companheira voltou a procurar a Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Franca.
Priscila Lacerda Custodio foi morta a tiro pelo companheiro, João Roberto Bolelli
Arquivo pessoal
Ela relatou que Bolelli continuava fazendo ligações telefônicas e a seguindo de carro, apesar da determinação judicial.
Segundo a investigação, o pecuarista também apareceu em uma casa onde a mulher estava.
O Ministério Público apresentou denúncia por descumprimento de medida protetiva.
Durante o processo, Bolelli negou as acusações. Ele afirmou que a ex-companheira também telefonava para ele e que havia procurado uma amiga dela para tentar reatar o relacionamento.
A Justiça não acolheu a versão apresentada pela defesa.
Em dezembro de 2021, o juiz Orlando Brossi Júnior, da 3ª Vara Criminal de Franca, condenou Bolelli a três meses e 15 dias de detenção, em regime aberto.
A defesa recorreu, mas a 9ª Câmara de Direito Criminal do TJ-SP manteve a condenação por unanimidade, em abril de 2022. A decisão se tornou definitiva em maio daquele ano.
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Suspeito de matar mulher 38 anos mais nova em SP já foi preso e condenado por descumprir medida protetiva de ex-companheira
Pecuarista mata companheira 38 anos mais nova em Rifaina, SP
Outros processos por ameaças e violência
A sentença de 2021 também menciona uma condenação anterior relacionada a ameaça e vias de fato, em um processo envolvendo acontecimentos de dezembro de 2017.
Segundo a certidão judicial, Bolelli foi condenado em outubro de 2020 a 15 dias de prisão simples pela contravenção de vias de fato, com suspensão condicional da pena.
A condenação foi confirmada pelo TJ-SP em janeiro de 2021.
A documentação também registra outros procedimentos relacionados a ameaças e violência doméstica, incluindo uma ação penal de 2018 encerrada com extinção da punibilidade e um procedimento de 2014 arquivado sem condenação.
Nem todos os registros resultaram em condenação.
Natural de Perdizes (MG), Priscila foi socorrida, mas não resistiu aos ferimentos
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Suspeito de matar companheira 38 anos mais nova
Priscila Lacerda Custodio, natural de Perdizes (MG), mantinha um relacionamento com Bolelli havia quase quatro meses, segundo o boletim de ocorrência.
Na terça-feira (27), a jovem foi a Rifaina para devolver uma caminhonete do pecuarista.
O irmão e uma amiga acompanharam Priscila porque, segundo relataram à Polícia Civil, ela estava apreensiva e havia contado que sofreu agressões e ameaças feitas pelo suspeito dias antes.
Em depoimento, a amiga afirmou que Priscila relatou ter sido agredida na sexta-feira (23), quatro dias antes do crime. A testemunha também disse que viu lesões apresentadas pela jovem.
Segundo o boletim de ocorrência, Priscila encontrou Bolelli próximo a uma propriedade rural, às margens da Rodovia Cândido Portinari.
Caminhonete que Priscila foi a Rifaina devolver ao suspeito. Segundo o boletim, Bolelli fugiu no veículo após o crime
Câmera de segurança
O irmão da vítima contou à polícia que a jovem disse que queria ir embora e não desejava continuar o relacionamento.
Ainda segundo as testemunhas, houve uma discussão envolvendo aparelhos celulares. Durante o desentendimento, Bolelli sacou uma arma e atirou contra Priscila.
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