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  • Resultado de júri que afastou tentativa de feminicídio é ‘chocante’ e frustra comunidade de Cajuru, SP, diz advogado da vítimaon setembro 18, 2026 at 12:39 pm
  • Sequência de furtos de motos em prédios assusta moradores em Ribeirão Preto, SPon setembro 18, 2026 at 5:00 am
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Resultado de júri que afastou tentativa de feminicídio é ‘chocante’ e frustra comunidade de Cajuru, SP, diz advogado da vítimaon setembro 18, 2026 at 12:39 pm
São Joaquim da Barra e Região

Resultado de júri que afastou tentativa de feminicídio é ‘chocante’ e frustra comunidade de Cajuru, SP, diz advogado da vítimaon setembro 18, 2026 at 12:39 pm

- setembro 18, 2026

Júri descarta tentativa de feminicídio e manda soltar réu em Cajuru, SP
O advogado que representa a vítima no caso da mulher que caiu de um carro em movimento em Cajuru (SP) avaliou como chocante o resultado do júri popular que, na quinta-feira (17), afastou a acusação de tentativa de feminicídio contra o então namorado dela. Segundo ele, a decisão foi frustrante para a comunidade da cidade.
Djalma Fregnani Junior atua como assistente de acusação, ao lado do Ministério Público (MP), no processo contra Denis Cipriano de Carvalho Silva. Ele representa a comerciante Gabriele Carolina Gonçalves e deu a avaliação ao g1 nesta sexta-feira (18).
Os jurados entenderam que Denis não teve intenção de matar Gabriele. Com isso, o caso deixou de ser de competência do júri popular, que julga apenas crimes dolosos contra a vida, como homicídio e feminicídio, e a sentença passou ao juiz.
O juiz condenou Denis por lesão corporal grave, no âmbito de violência doméstica, e por descumprimento de medida protetiva, crime previsto na Lei Maria da Penha. As penas foram de 1 ano, 6 meses e 20 dias e de 2 anos de reclusão, respectivamente. Somadas, chegam a 3 anos, 6 meses e 20 dias, em regime aberto.
A promotoria analisa a possibilidade de recorrer da setença.
Faça parte do canal do g1 Ribeirão e Franca no WhatsApp
Denis e Gabriele estavam juntos há seis meses em Cajuru, SP, quando crime aconteceu
Arquivo pessoal
Denis estava preso desde março de 2025. Segundo o assistente de acusação, a prisão ocorreu depois que ele descumpriu a medida protetiva pedida por Gabriele ao deixar o hospital. Após a sentença, a Justiça expediu um alvará de soltura. Cabe recurso.
O advogado de Denis, Mauricio Ferraz, afirmou na quinta-feira que a defesa recebeu a notícia “com enorme satisfação”. No julgamento, ele sustentou que Gabriele pulou do carro e que o réu tentou socorrê-la.
Empurrada de carro em movimento
As agressões contra Gabriele ocorreram em janeiro de 2025, na Rua Capitão José Ferreira Diniz, no Centro de Cajuru.
Segundo o Ministério Público, as investigações apontaram que o casal havia discutido durante a “Festa de São Sebastião”, um tradicional evento da cidade, e Gabriele decidiu ir embora a pé para casa, mas o namorado foi atrás dela até encontrá-la.
De acordo com a Promotoria, além de ter sido atingida com um soco no olho, a mulher foi puxada pelos cabelos e obrigada a entrar no carro dele, onde continuou sendo agredida.
A vítima relatou que, para tentar se livrar das agressões, tentou sair do veículo, mas percebeu que não conseguiria porque ele estava em movimento. Ela passou a gritar por socorro até chamar a atenção de pessoas na rua.
Segundo Gabriele, após várias tentativas, ela conseguiu abrir a porta do automóvel e acabou sendo jogada para fora pelo namorado.
A comerciante Gabriele Carolina Gonçalves foi vítima de tentativa de feminicídio em Cajuru, SP
Aurélio Sal/EPTV
“Eu não me joguei, eu tenho certeza absoluta que eu não me joguei. Eu me lembro exatamente de tudo o que ele me fez, dele me jogar para fora. Foi difícil. É um milagre estar andando, conversando novamente. Deus foi bom comigo por me deixar viva pra eu poder contar o que houve comigo”, disse a comerciante na época.
A Promotoria registrou na denúncia que, após ser arremessada do veículo em movimento, Gabriele chegou a ser arrastada por alguns metros pelo carro do agressor, porque o pé havia ficado preso no banco do automóvel.
Em seguida, segundo o MP, o suspeito parou o carro, desceu e segurou a namorada de modo agressivo.
Gabriele foi socorrida com a ajuda de testemunhas e levada inicialmente para a Santa Casa de Cajuru, de onde foi transferida para o Hospital das Clínicas (HC) de Ribeirão Preto devido à gravidade das lesões.
Imagens mostram queda de mulher de carro em movimento em Cajuru
Reprodução/Câmera de segurança
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Ex de acusado de jogar namorada para fora de carro em movimento em Cajuru relata relação abusiva
O que diz a defesa
Durante o julgamento foram ouvidas dez testemunhas, sendo cinco de acusação e cinco de defesa, e o réu.
Advogado de Denis, Maurício Ferraz diz que Gabriele tentou criar uma narrativa falsa contra o companheiro para incriminá-lo. A defesa alegou que a comerciante já apresentava comportamento alterado em diversas situações.
“Ela queria sair do carro e ela se aproveitou de um determinado momento. Ela disse: “eu vou pular”. Ela abriu o carro, o carro estava com velocidade um pouquinho mais reduzida, e ela pulou. Ele falou que só viu o pé dela passando para cima e ela caindo. Imediatamente, ele para o carro e tenta socorrer, apavorado, desesperado, e segue na tentativa de socorro médico. Isso o abalou muito emocionalmente”, diz.
O que diz a acusação
Segundo o advogado de acusação Djalma Fregnani Junior, Denis acumula três medidas protetivas, o que comprova o histórico violento dele. Ele chegou a desrespeitar uma determinação para se manter distante de Gabriele após a tentativa de feminicídio, o que o levou à prisão em março de 2025.
Fregnani Junior também considerou uma carta escrita por uma ex-namorada de Denis. Na época, ela relatou ter vivido um relacionamento abusivo com ele de 2012 a 2016.
Segundo a mulher, que preferiu não ser identificada, Denis agiu para afastá-la dos amigos e de familiares. A mulher relatou diversas agressões físicas, inclusive em lugares públicos, como festas. De acordo com o relato, parentes dela também eram ameaçados por Denis.
O relato foi apresentado pela acusação no julgamento desta quinta-feira.
Gabriele Caroline Gonçalves teve graves ferimentos na cabeça após cair de carro em movimento em Cajuru, SP
Arquivo Pessoal
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Os jurados entenderam que Denis não teve intenção de matar Gabriele. Com isso, o caso deixou de ser de competência do júri popular, que julga apenas crimes dolosos contra a vida, como homicídio e feminicídio, e a sentença passou ao juiz.
O juiz condenou Denis por lesão corporal grave, no âmbito de violência doméstica, e por descumprimento de medida protetiva, crime previsto na Lei Maria da Penha. As penas foram de 1 ano, 6 meses e 20 dias e de 2 anos de reclusão, respectivamente. Somadas, chegam a 3 anos, 6 meses e 20 dias, em regime aberto.
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Empurrada de carro em movimento
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Segundo o Ministério Público, as investigações apontaram que o casal havia discutido durante a “Festa de São Sebastião”, um tradicional evento da cidade, e Gabriele decidiu ir embora a pé para casa, mas o namorado foi atrás dela até encontrá-la.
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A vítima relatou que, para tentar se livrar das agressões, tentou sair do veículo, mas percebeu que não conseguiria porque ele estava em movimento. Ela passou a gritar por socorro até chamar a atenção de pessoas na rua.
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O que diz a acusação
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