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Empresário brasileiro fica ‘preso’ no Egito após pouso forçado em meio a ataques no Irã: ‘Estava no espaço aéreo de fogo cruzado’on março 2, 2026 at 3:26 pm
São Joaquim da Barra e Região

Empresário brasileiro fica ‘preso’ no Egito após pouso forçado em meio a ataques no Irã: ‘Estava no espaço aéreo de fogo cruzado’on março 2, 2026 at 3:26 pm

- março 2, 2026

Empresário brasileiro fica ‘preso’ no Egito após pouso forçado em meio a ataques no Irã
O empresário e chef de cozinha Anderson Rodrigues Ribeiro Faria, de 38 anos, morador de Franca (SP), está “preso” no Cairo, no Egito, há dois dias. É que o voo em que ele estava, com destino ao Japão, precisou fazer um pouso de emergência na tarde de sábado (28) devido ao fechamento do espaço aéreo no Oriente Médio após ataques coordenados dos Estados Unidos e Israel contra o Irã.
Proprietário de um restaurante de comida japonesa, Anderson viajava para Tóquio para uma especialização culinária. O voo saiu de Guarulhos (SP) na noite de sexta-feira (27), e horas depois, a tripulação informou a necessidade de desvio da rota original.
“A gente foi obrigado a descer no Cairo porque a gente estava no espaço aéreo de fogo cruzado. Um outro que vinha logo atrás conseguiu fazer meia volta e retornar para o Brasil, mas o nosso não tinha combustível para voltar, por isso fomos obrigados a descer no Egito”, relatou o empresário em um vídeo.
Clique aqui para seguir o canal do g1 Ribeirão e Franca no WhatsApp
Registro feito pelo empresário Anderson Faria no Egito; sem definição da companhia aérea sobre a retomada do voo para o Japão ou retorno ao Brasil, passageiros foram encaminhados para hotel e aguardam liberação de rotas seguras
Arquivo pessoal
Até a manhã desta segunda-feira (2), Anderson afirmou que não recebeu uma definição da companhia aérea sobre os próximos passos. Ele não sabe se conseguirá seguir para a especialização no Japão ou se retornará ao Brasil.
“Estamos com pouquíssimas informações, não sabemos que dia eu vou sair daqui, que dia eu vou conseguir seguir para o Japão, que era o meu destino. O cenário aqui não é de guerra, mas ainda estamos no meio do fogo cruzado e não temos informação correta ainda, definitiva”, desabafa.
Tensão a 40 mil pés
Segundo o brasileiro, o aviso de emergência ocorreu no momento em que os comissários se preparavam para servir o almoço. A aeronave fez o pouso e permaneceu na pista do Aeroporto Internacional do Cairo por cerca de cinco horas com os passageiros ainda no interior.
De acordo com Anderson, o sistema de internet do avião foi desligado e eles ficaram sem informações claras sobre o que ocorria em solo.
“A gente descobriu muitas horas depois que os Estados Unidos, juntamente com Israel, atacaram o Irã, mas ficamos ali muito tempo sem saber o que estava acontecendo de fato”, explica.
O empresário e chef Anderson Rodrigues Ribeiro Faria, de Franca (SP), que está retido no Cairo, no Egito, após o fechamento do espaço aéreo no Oriente Médio. Ele viajava para o Japão quando o voo precisou fazer um pouso de emergência devido ao conflito entre Israel, EUA e Irã
Arquivo pessoal
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Dificuldades com visto e pagamento
Como o desembarque no Egito não estava planejado, os passageiros precisaram emitir um visto emergencial de entrada no país.
Anderson relatou dificuldades financeiras, já que as autoridades locais exigiam pagamento em dólar e em espécie. Ele explicou que levava apenas ienes (moeda japonesa) e cartões, e quase foi impedido de seguir para o hotel.
“Eu tinha iene [moeda japonesa], não tinha dólar. O cara não aceitava cartão e não tinha troco. Um pessoal na fila me ajudou, pagou para mim e depois eu fiz um Pix para eles”, relatou o empresário.
Após os trâmites, o grupo foi encaminhado para um hotel.
Visita às Pirâmides
Enquanto aguarda uma definição da companhia aérea sobre a retomada da viagem ou o retorno ao Brasil, o empresário saiu do hotel para visitar as Pirâmides de Gizé.
Segundo ele, o clima na cidade é tranquilo, mas ainda não há previsão de liberação de voos para Doha, no Catar, onde seria sua conexão.
“Amanhã [terça-feira (3)] a gente tem informação. Agora é descansar no hotel e ver o que vai acontecer. Ninguém sabe de nada. Vamos descobrir o que o Catar vai fazer com esse voo e com a gente que está aqui”, disse.
O empresário Anderson Faria, de Franca (SP), em registro feito no Egito; ele aguarda definição sobre o voo para o Japão
Arquivo pessoal
Guerra EUA e Israel x Irã
Estados Unidos e Israel lançaram um grande ataque contra o Irã na manhã de sábado (28), o que deflagrou uma guerra entre os três países. Explosões foram registradas na capital Teerã e em diversas outras cidades iranianas.
Os bombardeios mataram o líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, e outros membros de alto escalão da cúpula militar e de governo iraniano. Ao todo, 555 pessoas foram mortas desde o início dos ataques ao país, afirmou a organização humanitária Crescente Vermelho do Irã em atualização nesta segunda-feira (2).
Em resposta aos ataques dos EUA e de Israel, o Irã disparou mísseis contra o território israelense e contra bases militares norte-americanas no Oriente Médio. Essa troca de ataques continua desde então, com bombardeios diários contra Israel e Irã, sendo presenciados em outros países da região.
Os EUA informaram no domingo que três militares do país foram mortos desde o início da guerra, e Trump prometeu “vingá-los”.
“Infelizmente, haverá mais [mortes] antes que [a guerra] acabe. Mas os Estados Unidos vão vingar seus mortos e desferir o golpe mais devastador aos terroristas que travam uma guerra, basicamente, contra a civilização”, afirmou o presidente dos EUA no domingo.
Veja mais notícias da região no g1 Ribeirão Preto e Franca
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O empresário e chef de cozinha Anderson Rodrigues Ribeiro Faria, de 38 anos, morador de Franca (SP), está “preso” no Cairo, no Egito, há dois dias. É que o voo em que ele estava, com destino ao Japão, precisou fazer um pouso de emergência na tarde de sábado (28) devido ao fechamento do espaço aéreo no Oriente Médio após ataques coordenados dos Estados Unidos e Israel contra o Irã.
Proprietário de um restaurante de comida japonesa, Anderson viajava para Tóquio para uma especialização culinária. O voo saiu de Guarulhos (SP) na noite de sexta-feira (27), e horas depois, a tripulação informou a necessidade de desvio da rota original.
“A gente foi obrigado a descer no Cairo porque a gente estava no espaço aéreo de fogo cruzado. Um outro que vinha logo atrás conseguiu fazer meia volta e retornar para o Brasil, mas o nosso não tinha combustível para voltar, por isso fomos obrigados a descer no Egito”, relatou o empresário em um vídeo.
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“Estamos com pouquíssimas informações, não sabemos que dia eu vou sair daqui, que dia eu vou conseguir seguir para o Japão, que era o meu destino. O cenário aqui não é de guerra, mas ainda estamos no meio do fogo cruzado e não temos informação correta ainda, definitiva”, desabafa.
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